| Vidéos : prefeituradebelem |
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| Belém do Pará: cidade dos carrões e da miséria que os lava! |
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Lavadores de carros da Timbó reivindicam ao
prefeito da cidade de Santa Maria da Graça
de Belém do Grão Pará, Duciomar Costa, a
reconstrução do telhado destruÃdo pela
ação truculenta da PMB - Prefeitura
Municipal de Belém - e clamam pela
ordenação do caos que o desabrigo provocou
em todo o quarteirão, uma desarrumação que
a ninguém interessa, nem mesmo a eles!
Somente os telhados dos lavajatos da Timbó
foram destruÃdos pela PMB.
A vizinhaça, como se pode ver no vÃdeo de
imagens sequenciais, continua imunda,
abandonada e caótica - um lugar sem lei e
sem ordem, parte do faroeste belenense.
Por que as escolas técnicas e/ou outras
instituições de ensino não criam uma
programação educativa para essas pessoas,
de preferência in loco?
A simples expulsão dos trabalhadores
informais dessa área não solucionará a
desgraça social da Cidade, ao contrário, a
aumentará.
A Prefeitura de Belém tem a obrigação
econômico-polÃtico-social de investir em
ações de cidadania para propiciar dignidade
ao trabalhador informal.
Padronizar esse pontos comerciais
estabelecidos há anos, fiscalizar a
obediência às normas ambientais e ao
código de postura, multando os que
infringissem tais regras, já seria um
indÃcio de inteligência da autoridade
municipal.
O termo "organizar" foi muito bem empregado
pelos lavadores.
A maioria das filmagens foi feita por
Amsterdã, um dos lavadores de carros da
Timbó, o que primeiro aparece no vÃdeo,
dando depoimento; além de lavar carros, ele
também se garante com uma câmara na mão, o
que lhe faltou no dia da destruição "das
nossas coberta" (SIC) - deslise verbonominal
que a SEMEC deveria resolver, afinal, é essa
a serventia dos astronômicos impostos que
pagamos (inclusive os próprios lavadores):
amparar os desprovidos, os mais fracos.
A transcrição das duas falas está postada,
por partes, na seção de Comentários.
Itinerário de filmagem:
João Paulo II (defronte da Escola Superior
de Educação FÃsica), Vileta, Almirante
Barroso, Mariz e Barros, João Paulo II e
inÃcio da Timbó sequenciado pela mixagem da
Barão do Triunfo/João Paulo II (antiga 1º
de Dezembro*) e novamente o inÃcio da
Timbó, local em que a estrutura e cobertura
foram demolidas.
Horário e dia das filmagens: entre 17h e
17h30min do dia 19 de setembro de 2007 -
quarta-feira.
Há um erro de ortografia: "vizinho" está
grafado com "s" e não com "Z" - um
analfabetismo periférico perdoável que não
deu tempo para corrigir!
Erros? Há erros em tudo neste paÃs rico,
administrado por bandidos que não os assumem
(os erros), como nós o fizemos:
humildemente!
Quem "abre o bico" está propositalmente
contra a luz por medo de represálias: é a
vulnerabilidade dos que na rua trabalham!
*Por que João Paulo II? Todos os que moram
nessa avenida são católicos? Primeiro de
Dezembro é uma data comemorativa Ã
reitegração territorial do Amapá ao Brasil
por intermédio de um tribunal internacional.
Imagens: Amsterdã e Haroldo Baleixe.
Edição: Haroldo Baleixe. Tags : belemdopara belem lavajato lava jato sujeira imundice cidadesuja pmb prefeituradebelem timbo marco vileta baraodotriunfo |
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| Belém do Pará: Chácara Bem-Bom é só fachada! |
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A chácara Bem-Bom, um retiro da época da
borracha localizado às margens da estrada de
ferro Belém-Bragança, atual avenida
Almirante Barroso, desabou em junho de 1999.
Nesse mesmo ano o prefeito Edmilson Rodrigues
desapropriou o imóvel - toda a frente do
terreno que se projeta à Almirante - e seu
entorno próximo. O preço pago como
indenização aos proprietários foi muito
aquém do valor de mercado, o que os fez
recorrer à justiça. Pelo que se vê nas
imagens, de todo o entulho do desabe, nada
foi aproveitado. Não houve cuidado algum com
a memória patrimonial e sim a tomada de uma
área nobre da Cidade por preço irrisório,
justificada pela "preservação cultural" e
"construção de um hospÃcio".
Erro crasso se via na placa dessa obra:
referia-se a Chácara Bem-Bom como Palacete
Faciola; se nem essa básica distinção
houve, seria tolice acreditar que um projeto
técnico fosse ao encontro da salvaguarda de
um bem imensurável e obtivesse algum êxito.
O que efetivamente sobrou do Bem-Bom foram a
fachada, os dois chafarizes laterais e uma
soleira com ladrilhos hidráulicos que formam
um desenho. Pelas fotos e vÃdeo vê-se que a
imagem presente na soleira será ampliada e
ocupará toda a área do piso do pavimento
superior: uma sÃntese do nada preservado ou
recuperado.
Na verdade munÃcipes e donos foram
ludibriados: a Prefeitura Municipal de Belém
induziu a opinião pública a acreditar em
uma recuperação da Chácara Bem-Bom, mas, o
que fez de fato: reservou um naco do enorme
espaço que destinou ao "hospital
psiquiátrico" para erigir um monumento
estéril, que justificasse a apropriação
indébita.
Há duas semanas, no final do mandato do
prefeito Duciomar Costa, iniciou-se uma
limpeza no local abandonado. Estamos de
bubuia, só para ver em que bicho vai dar
essa "finalização".
Ao contrário da febre das placas que marcou
o governo petista, não há nenhuma
informação pública que sinalize a futura
utilização do Bem-Bom. O que é patente:
reduziu-se a história de vida dos
personagens que habitavam o lugar a dois
salões inverossÃmeis.
O Bem-Bom parece (falta comprovar!) ter sido
concebido com apenas um pavimento, a
ampliação deu-se em outro momento, mais
recente: o aditamento de um segundo andar
comportara um corredor envidraçado e dois ou
três quartos sobre a primeira e segunda
salas (visitamos o lugar uns três anos antes
do desmoronamento, mas não recordamos sua
configuração exata).
Com o ruir só sobrou a fachada, que foi
escorada para evitar acidentes com os
passantes, contudo, nenhuma tecnologia parece
ter sido eficaz em aprumar essa parede, já
que a percebemos bastante inclinada Ã
direita de quem a vê fontalmente.
Se alguém possuir imagens do Bem-Bom antes
do desabamento ou das suas ruÃnas (antes da
intervenção da PMB) mande para nós que as
publicaremos.
http://www.haroldobaleixe.blogspot.com/
Fimagem e edição: Haroldo Baleixe. Tags : Chácara Bem-Bom Antônio Facióla Faciola Haroldo Baleixe Arquitetura Urbanismo Belém do Pará Época da Borracha |
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Durée : 415 s |
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